quarta-feira, 29 de abril de 2009

Chico Science e Nação Zumbi (1993 - Ao vivo no Projeto Mangue Feliz)

Chico Science participava de grupos de dança e hip hop em Pernambuco no início dos anos 80. No final da década integrou algumas bandas de música como Orla Orbe e Loustal, inspiradas na música soul, no funk e no hip hop. A fusão com os ritmos nordestinos, principalmente o maracatu, veio em 1991, quando Science entrou em contato com o bloco afro Lamento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda. Misturou o ritmo da percussão com o som de sua antiga banda e formou o Nação Zumbi. A partir daí o grupo começou a se apresentar no Recife e em Olinda e iniciou o "movimento" mangue beat, com direito a manifesto ("Caranguejos com Cérebro", de Fred 04, da Mundo Livre S/A). Em 1993 uma rápida turnê por São Paulo e Belo Horizonte chamou a atenção da mídia.[1] O primeiro disco, "Da Lama ao Caos", projetou a banda nacionalmente. O segundo, "Afrociberdelia", mais pop e eletrônico, confirmou a tendência inovadora de Chico Science e Nação Zumbi, que excursionaram pela Europa e Estados Unidos, onde fizeram sucesso de público e crítica.[2] O Nação Zumbi lançou um CD duplo em 1998, depois da morte do líder, com músicas novas e versões ao vivo remixadas por DJs.

1. A cidade (4:55)
2. Advogado do diabo (5:18)
3. Apraieira (4:05)
4. Da lama ao caos (3:36)
5. Banditismo (4:33)
6. A cidade (bis) (5:26)
7. Improviso (3:25)

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Catarina de Jah (2009 - Ao vivo no Rec Beat)

Mesmo sem nunca ter pensado em ser cantora Catarina sempre esteve atenta a tudo que acontecia no mundo da música. Se perdia nos sebos do Recife pesquisando sons e criando um acervo que lhe ajudaria na carreira de Deejay. Enquanto os discos rodavam nas pick ups e a festa ficava animada, Catarina disparava comentáriios sarcásticos e cantava ao microfone em cima das bases que disparava, para delírio dos presentes. Numa dessas noites, China, Chiquinho e Homero Basílio (Sungatrio) estavam presentes e perceberam que Catarina poderia sair detrás dos toca-discos e liderar uma banda. Porque não? Marcaram horário no estúdio e começaram a compor algumas canções. Para surpresa de todos, Catarina se mostrou completamente a vontade com o ambiente , e logo estava dando opiniões e apurando seu som com os rapazes. Os produtores do Coquetel Molotov souberam da novidade e resolveram convidar Catarina para tocar no festival, abrindo a noite que teria Malu Magalhães como atração principal. Esse era apenas o segundo Show que tinha feito em sua vida, mas Catarina tirou de letra sua pouca esperiência e fez uma apresentação fabulosa, que lhe deu o título de revelação do festival. No palco, Catarina Dee Jah é uma espécie de Joelma Punk.Ela dança, debocha , solta frases de efeito e tem uma sinceridade que chega a machucar os desavisados. Mas também sabe emocionar os corações e olhos atentos com suas canções e expressões. Depois dessa apresentação os convites para show foram aparecendo, e neste curto período foi convocada para se apresentar na edição do RecBeat no carnaval 2009 , em Recife e São Paulo, junto com a banda Colômbiana Bomba Estéreo. Nesse meio tempo, ela lançou um EP, produzido pelo Sugatrio, seloJoinha records, e tratou de distribuir nos shows da primeira turnê em São Paulo. Os shows foram impecáveis e geraram convites de uma nova tour por vários estados e gravação depromos pela MTV e uma participação no Sessions MTV e outros programas. Gravou uma música inédita com a sua banda no excelente estúdio da Trama. Também fez apresentações na festa Criolina e no projeto "Cedo e em Pé" no Stúdio SP, levando um ótimo público em plena terça-feira chuvosa. Para uma Deejay que nunca pensou em ser cantora, Catarina já rodou mais do que os seus discos, e agora caminha para um mundo além dos sulcos dos seus vinis.

1. Sarara (5:39)
2. Mulher Tira Gosto (3:48)
3. Lamiredorela (3:53)
4. Cigana Dara (3:33)
5. Nerfertiti (3:30)
6. Toca Te Dentro (4:10)
7. Mistura do Calipso (3:36)
8. Intercambio Cultural (4:54)
9. Brega do Pica Pau (3:26)
10.Kay Fora

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Hino Nacional (Carlos Drummond de Andrade)

Precisamos descobrir o Brasil!
Escondido atrás as florestas,
com a água dos rios no meio,
o Brasil está dormindo, coitado.
Precisamos colonizar o Brasil.

O que faremos importando francesas
muito louras, de pele macia,
alemãs gordas, russas nostálgicas para
garçonetes dos restaurantes noturnos.
E virão sírias fidelíssimas.
Não convém desprezar as japonesas...

Precisamos educar o Brasil.
Compraremos professores e livros,
assimilaremos finas culturas,
abriremos dancings e subvencionaremos as elites.

Cada brasileiro terá sua casa
com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
salão para conferências científicas.
E cuidaremos do Estado Técnico.

Precisamos louvar o Brasil.
Não é só um país sem igual.
Nossas revoluções são bem maiores
do que quaisquer outras; nossos erros também.
E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões...
os Amazonas inenarráveis... os incríveis João-Pessoas...

Precisamos adorar o Brasil!
Se bem que seja difícil compreender o que querem esses homens,
por que motivo eles se ajuntaram e qual a razão
de seus sofrimentos.

Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
Nosso Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros?

Sobre o(a) autor(a):
Nascido em 1902 em Itabira do Mato Dentro - MG, faleceu no Rio de Janeiro em 1987. Chegou a se formar em Farmácia. Seu rigor na literatura beira a obsessão. Escreveu poesias, crônicas, contos e ensaios. Traduziu autores importantes para o português.

domingo, 26 de abril de 2009

Nike lança tênis em homenagem ao Movimento Manguebeat e aos caboclos de lança



Com design assinado por FABRÍCIO MACHADO, o AIR MAX 1 – LANCEIRO faz referência a icônicos elementos da cultura pernambucana, com ênfase na proposta de encontro da tradição com a modernidade, um dos pilares do movimento Manguebeat.

Verdadeira revolução cultural que apareceu para o mundo no começo da década de 90, o Movimento Manguebeat revelou nomes como Chico Science e Nação Zumbi, Fred 04 e Mundo Livre S.A, Otto, Siba, dentre muitos outros, que se propunham a misturar os mais conservadores elementos da cultura popular pernambucana com o que de mais moderno acontecia no mundo da música e das artes. O resultado era arrebatador e surpreendente, conquistando platéias do mundo inteiro com a inusitada combinação de tambores, rabecas, alfaias, muito groove, letras politizadas e guitarras distorcidas.

Assim é o AIR MAX 1 – LANCEIRO, modelo que usa o primeiro tênis da NIKE a expor a cápsula de ar do revolucionário sistema “Air” de amortecimento, como plataforma de trabalho; baseando a escolha de suas cores, materiais e grafismos na figura do Lanceiro, ou Caboclo de Lança - elemento emblemático dos maracatus rurais da Zona da Mata pernambucana, e uma das referências do movimento Manguebeat por ser a síntese perfeita desse encontro entre o tradicional e o moderno.

Sacal (2008 - Gangsta Jegue)

rasileiro, Nordestino de João Pessoa na Paraíba, começou em 1999/2000 como Dj Sacal (tocando DrumnBass), foi Dj Residente de várias casas noturnas na cidade de João Pessoa. Dj/Produtor do Grupo De Rap "Eu & Meus Amigos" e dessa vez ele aparece com seu trampo solo. O mais puro Dancehall Brasileiro com participações inusitadas de vários convidados.

1. Gangsta Jegue (3:03)
2. Vão Querer Me Internar (2:33)
3. Eu & Eu (2:27)
4. Ragga Que Mente (2:49)
5. Pânico (part. Pumpkilla) (3:41)
6. Ganja (part. Atomico e Du Prado) (3:32)
7. Diga (2:36)
8. Jampa Riddim (part. Hurakán) (2:56)
9. Eu Nasci (part. Sasquash) (4:12)
10. Entre Os Sábios (part. Hurakán & Mateus Pinguim) (2:45)
11. Sandro Black feat. Good Vibe (2:52)
12. Maconha Riddim Version (2:40)
13. Cocaína Riddim Version (3:06)

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Moinho (2008 - Hoje de Noite)

Em tempos do descartável nosso de cada dia é bom ouvir canções que ultrapassam espaço e tempo. Por isso, Emanuelle Araújo, Lanlan, Toni Costa, Pedro Mazzillo e Mauricio Braga vão beber da fonte e montam Moinho da Bahia, um show-garimpo que resgata pérolas da nossa história musical, que são revisitadas por quem vive inquietamente os tempos descartáveis.

No repertório do show, sambas da velha guarda baiana compostos por Assis Valente, Batatinha, Riachão e Dorival Caymmi, da média guarda, com músicas de Moraes Moreira, Gilberto Gil, entre outros, além da novíssima guarda de Lanlan, Moreno Veloso e Marcio Mello.

A força percussiva de Lanlan e o virtuosismo da guitarra de Toni Costa são
destaques do grupo, assim como o carisma da cantora Emanuelle Araújo e o talento de Pedro Mazzillo (violão) e Maurício Braga (bateria).
Lista das Músicas:

01. Esnoba
02. Ela Brigou Comigo
03. Carnaval
04. Baleia da Se
05. O Vento e o Moinho
06. Hoje de Noite
07. Doida de Varrer
08. E Fim de Semana
09. Na Lapa
10. Sai Mané
11. Saudade da Bahia
12. Xango

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cumadre Fulozinha (2009 - Vou Voltar Andando)

A Comadre Fulozinha é uma banda da cidade do Recife, criada em 1997. Seu nome tem origem em Comadre Fulozinha, uma lenda pernambucana. As mulheres da banda interpretam canções que têm como principal influência as cantigas e os ritmos regionais do Nordeste.

A música da Comadre Fulozinha tem como base a percussão e as vozes, numa mistura de ritmos como coco, baião e ciranda, com influências variadas. São usados instrumentos como bombo, zabumba, congas, djembê, ilú, saxofone, cavaquinho, violão e rabeca, criando uma linguagem própria e cheia de personalidade.

1. Presta Atenção (4:29)
2. De Janeiro (3:29)
3. Passarinho (3:21)
4. Rosa Alvarinha (4:23)
5. Falta De Sorte (2:21)
6. Vou Voltar Andando (3:58)
7. Mambú E Abacaxia (3:09)
8. Saí Passada (5:06)
9. Caminho De Fulô (4:03)
10. Palo Santo (3:20)

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

DJ Cheech (Brasil S.A Parte 01 - Mixtape promocional)


Técnico de som,dj e produtor musical do coletivo poético Freak Out Muzik,Miguel Dorneles (dj Cheech) começou cedo trabalhando como técnico de som de grandes nomes da cena brasileira como Elza Soares,Dori Caymmi,Mombojó,Orquestra Imperial,Los Hermanos,China,Luciana Pestano,Spok Frevo,Marcelinho Da Lua,Carlos Dafé,Bossa Cuca Nova entre outros.

Pesquisador musical e colecionador de discos,produziu a festa Vitamina Groove no período de 1998 a 2001.A festa rodou a cidade do Rio de Janeiro passando pelas casas: Café das Artes,The Ballroom,Mistura Fina,Platoon e outros lugares como a praia de ipanema,onde ele há 5 anos produz festas nas areias,interagindo diretamente com o público. Mantendo o blog MixTape 21 ele vem divulgando e difundindo a musica marginal,com seu acervo de tapes gravados ao vivo em diversas casas e bandas que trabalhou ( cassetes, dats, mds e fita de rolo) .

Nesse ano de 2009,Dj Cheech se tornou o "primo brasileiro" da Rádio Groovalizacion,com podcasts mensais levando a nova música brasileira para o mundo.Web Rádio pilotada pelos djs e amigos Izem (Dublin) e Cucurucho (Lisboa),dois cidadãos do mundo que o dj conheceu desbravando a internet. Tudo no mesmo balaio, bootlegs, afro-beat, jazz, rare grooves. Entre no site, baixe as Mixtapes e curta o som.

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DJ Tudo (2008 - Garrafada)

DJ TUDO é uma das variantes artísticas de Alfredo Bello, músico, produtor e pesquisador de cultura tradicional e contemporânea. Acompanhou e/ou gravou com vários artistas como: Lee Scratch Perry, Otto, Junio Barreto, Marku Ribas, Adrian Sherwood, Projeto Cru, Ortinho, Dona Zica, Pedra Branca, Apollo 9 entre outros. Está há 20 anos envolvido no meio cultural, participando de projetos, gravações e shows. Graduou-se em Música pela Universidade de Brasília e lançou no segundo semestre de 2008, o seu primeiro trabalho com o nome DJ Tudo.

Saindo do forno o CD "Garrafada" é um dos lançamentos do selo "Mundo Melhor" e chega trazendo a diversidade da música brasileira com elementos de música contemporânea/ eletrônica, resultando numa sonoridade única. Alfredo ganhou o Prêmio Estimulo de Música de 2007 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, o que ajudou muito na realização desse álbum.

Acaba de ser selecionado e premiado com uma bolsa de residência artística na Inglaterra para o ano de 2009 do BRITISH COUNCIL, a realizar-se em Novembro desse ano

Já foram realizados show e discotecagens por São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Petrolina-PE, Goiás, Salvador, Brasília e Espanha.


1. Abertura (5:20)
2. nossa africa (6:44)
3. baiao de viola - e o dedo (5:19)
4. hilaria (4:52)
5. batucaje (3:58)
6. rap do rosario (3:19)
7. se ver que vai (5:58)
8. por um mundo melhor (6:27)
9. verdelinho das alagoas (4:33)
10. manganga (5:50)
11. em cima daquela serra (3:21)
12. canico pensante (6:47)
13. desabaragua (6:48)

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Lei Di Dai (Alpha & Omega)

Coroada como Rainha do DanceHall - vertente dançante do reggae mais conhecido como Ragga - Daiane, aka LEI DI DAI “do lado leste de São Paulo, filha de preto, original do gueto” vem bombando cada vez mais em todos os lugares possíveis e impossíveis... Sua mensagem é simples: união para combater a Babilônia. Com influências da boa música e anos de estrada, para Dai o reggae é a libertação, harmonia & amor.

Apostando na diversidade, a Rainha do DanceHall passa suas mensagens ao vivo geralmente acompanhada da banda de apoio QG Imperial, e também por vários soundsystems do Brasil a fora, vários convites estão chegando e o reggae ganhando seu espaço merecido... Jah Bless!

1. Lei Di Dai (3:57)
2. Energia Positiva (2:40)
3. Chega De Lero Lero (3:32)
4. Tudo De Bom (3:11)
5. Jah É a Revelação (3:55)
6. Sem Competição (2:40)
7. Alpha E Omega (2:37)
8. Preta Dancehall (2:45)
9. Play on (feat Fauzy Baydoun) (3:50)
10. Essa E a Realidade (2:51)
11. Original Do Ghetto (3:28)
12. Retorno a Africa (4:03)
13. Jovens Do Gueto (2:30)

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Bandeira 2


Depois de três anos destilando o melhor do sambarock e do universo suingueiro brasileiro pela noite carioca, o Bandeira 2 resolveu mostrar seu lado autoral no CD Bandeira 2 (Independente), lançado em dezembro de 2008. E ficou evidente, graças a um repertório azeitado nesse certo tempo de palco, a influência de grandes nomes do gênero, como Jorge Benjor, Originais do Samba, Trio Mocotó, Tim Maia, entre outros, o que, aliás, vem em muito boa hora.

“Esse CD é o resultado de muitas noites de domingo comandando uma pista lotada na Casa Rosa em Laranjeiras”, diz o cantor e guitarrista Marcel Lopez, fundador da banda. “Foram três meses de muito trabalho e muita correria, já que fizemos todo o processo de criação, desde a parte burocrática até a parte boa, que é tocar”.

Gravado no estúdio Pente Fino, pelo guitarrista da banda, Andreas Sepúlveda, “Bandeira 2” possui oito faixas que retratam um pouco do cotidiano carioca, mote para músicas como a funkeada “Ramos, Bonsucesso, Olaria, Penha”, que narra algumas de suas paisagens caóticas, como o sufoco nos transportes de massa e a proximidade com o tráfico, e no samba-rock “Soda”: este exibindo, com muito bom humor, o seu lado tropical, das praias e suas mulheres bonitas, com destaque para a boa levada do órgão de Donatinho.

Já em “Que Lapa!”, emerge a figura do bom malandro, boêmio por profissão, conquistador de corpo e alma, em uma letra cheia de lascívia: “Aí, esqueço que é saudade/ Te amando de verdade / Num eterno vai-e-vem”. Na faixa, a “street life” do bairro ainda ganha menção honrosa na intervenção dos versos ferinos do MC V100T. Essa picardia também é encontrada em “Acabou o Carnaval”, que trata do amor durante essa que é a melhor época do ano quando se trata do assunto. Nesse sambão lento, destaque para o arranjo de sopros de Rodrigo Munhoz e Leandro Joaquim e da participação de Mará, do trio de forró Xaxados e Perdidos, no violoncelo.

Os já citados bailes de samba-rock, bastante populares nos subúrbios da cidade nas décadas de 70 e 80, ganham homenagem em “Na Social”, que possui um groove à la Bebeto e finda em um coro “exaltação” que é difícil se conter e não cantar junto. Isso tudo é embalado por uma banda cheia de suingue, que além de Marcel Lopez (guitarra base e voz), é formada pelos músicos Bruno Tuareg (contrabaixo), Andreas Sepulveda (guitarra solo e vocais), Kuteer Vollmer (bateria), Rodrigo Pacato (percussão), Rodrigo Munhoz (sax), Leandro Joaquim (trumpete) e Donatinho (teclados). Uma grande “cozinha” que adiciona um tempero todo especial ao samba, com rock, soul, funk, jongo, entre outros ritmos.

1. Acabou O Carnaval (4:12)
2. Gambiarra (1:43)
3. Na Social (3:55)
4. Que Lapa ! (3:17)
5. Ramos Bonsucesso Olaria Penha (5:03)
6. Sei Lá (3:04)
7. Soda (3:17)
8. Vai Nessa (3:32)

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Lado B movimentando às quintas em Olinda

sábado, 18 de abril de 2009

Lula Queiroga (2009 - Tem Juízo Mas Não Usa)

Lula Queiroga despontou no mercado fonográfico em 1983 com Baque Solto, um álbum dividido com seu conterrâneo Lenine, alma gêmea artística do compositor pernambucano. Nada aconteceu de imediato. Mas, a partir de 1997, Lenine engatou carreira solo que lhe deu projeção, inclusive além das fronteiras brasileiras. Queiroga continuou à margem, na terra natal, embora seu terceiro CD solo, Tem Juízo mas Não Usa, confirme o que os anteriores Aboiando a Vaca Mecânica (2001) e Azul Invisível Vermelho Cruel (2004) já haviam sinalizado: o som do artista atingiu ponto de maturação que nada deve à obra de Lenine. Como seu irmão artístico, Queiroga se conecta ao mundo a partir de Pernambuco. Programações eletrônicas (pilotadas por Yuri Queiroga, sobrinho de Lula) interagem com sons orgânicos em vigoroso mix de sabor contemporâneo. Tem Juízo mas Não Usa capta inquietudes, urgências (Agora Corra é o título de uma das melhores músicas do CD) e angústias desse mundo moderno. "Vou comprar uma lanterna/Vou morar numa caverna/Antes que o teto caia/Sobre a minha sombra", anunciam versos de Tectopop, faixa na qual figuram a voz de Silvério Pessoa e o trombone de Nilsinho Amarante, que evoca sons de Carnavais de Pernambuco. São múltiplas as referências que saltam aos ouvidos neste CD de alta voltagem. A faixa-título - Tem Juízo mas Não Usa, parceria de Queiroga com Pedro Luís, cantada por Lenine - dialoga com o samba carioca. Geusa agrega a poesia derramada de Lirinha (do Cordel do Fogo Encantado), a voz de Silvério Pessoa (egresso do Cascabulho) e a bateria de Pupillo (habitante da Nação Zumbi). Fulana é balada de múltiplos sotaques formatada sob os cânones da globalização. Contudo, a música de Queiroga não tem sua força diluída por conceitos. Temas como Você Não Disse, Meus Pés (com a voz de Alceu Valença, menos elétrica do que de costume) e, sobretudo, Altos e Baixos (outra faixa da qual participa Lenine) têm potencial para fazer sucesso. Já passa da hora de o Brasil fazer uso do juízo e descobrir o belo som globalizante de Lula Queiroga. (Mauro Ferreira - 09/04/09)

1. Você Não Disse (4:18)
2. Altos E Baixos - & Lenine (4:26)
3. Coração Burro (3:45)
4. Tem Juízo Mas Não Usa - & Lenine (4:16)
5. Fulana (5:02)
6. Barulho Da Gota - & Geraldo Maia (4:13)
7. Geusa - Lirinha & Silverio Pessoa (4:35)
8. Melhor Do Que Eu Sou (Pensando Alto) - & Felipe S (4:34)
9. Belo Estranho Dia De Amanhã (4:14)
10. Manga, Graviola, Hortelã - China & Jr. Black (3:49)
11. Meus Pés - & Alceu Valença (4:14)
12. Agora Corra (4:12)
13. Tectopop - & Silverio Pessoa (5:08)
14. Megazen (4:38)

Web do Lula

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Lula Queiroga (2001 - Aboiando a vaca mecânica)

Junto com as eventuais odisséias espaciais, o ano de 2001 também trouxe a reboque o pernambucano Lula Queiroga. Não que o homem seja mais uma "novidade" surgida no rescaldo pós-manguebeat do Recife; Lula, parceiro ancestral do hoje conceituadíssimo Lenine, já carrega nas costas pelo menos 20 anos de música, alheio às maquinações da grande mídia do Sulmaravilha. Bom, pelo menos até agora. Após ter lançado em fevereiro deste ano o álbum Aboiando a Vaca Mecânica, seu primeiro disco solo, no peito e na raça.

1. Eu No Futuro (4:33)
2. Luzineide (Árido Movie) (3:57)
3. O Habitat Da Felicidade (2:58)
4. Último Minuto (2:53)
5. Noite Severina (3:40)
6. Cano Na Cabeça (5:39)
7. Religion (3:55)
8. Roupa Na Varal (2:53)
9. Profano (1:15)
10. Instigado (3:26)
11. É Nenhuma (4:00)
12. Ah Se Eu Vou (3:19)
13. Rio-Que-Vem (3:54)
14. Torcida Inglesa (2:32)
15. Rosebud (O Verbo E A Verba) (4:14)

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Fino Coletivo (2007 - Fino Coletivo)

Uma união inusitada entre Alagoas e Rio de Janeiro é a trama de sete músicos.

A história da banda começou em meados de 2005, após encontro dos alagoanos Wado e Alvinho Cabral, do projeto "Wado e Realismo Fantástico", com o compositor carioca Marcelo Frota, o Momo.

Passada uma fase de troca de experiências entre a dupla nordestina e o músico carioca, surgiu então a idéia do trio juntar suas turmas. Wado e Cabral apresentaram ao grupo Adriano Siri, da banda Santo Samba. Marcelo levou o também carioca Alvinho Lancellotti, compositor e parceiro de longa data.

Estava formado o quinteto, num caso de afinidade à primeira vista. As composições surgiram com naturalidade, até o despertar de uma nova empreitada.
Com um repertório inédito e inovador nas mãos, era preciso convocar mais dois amigos: o baixista Daniel Medeiros, também responsável pelas programações, e o baterista Marcus Coruja.

Depois de azeitar o repertório e sonoridade em apresentações no eixo Rio-São Paulo, a banda sentiu-se à vontade para a gravação do disco de estréia, homônimo, que será lançado em abril pela DUBAS.

São doze músicas inéditas, de composição própria, e parcerias com Ivor Lancellotti e Totonho dos Cabra. O CD conta ainda com participação especial de Domenico Lancellotti, do projeto “+2”.
Por conta de projetos pessoais Wado e Marcelo Frota não estão mais na banda, porém continuam presentes nas composições.

1. Boa Hora
2. Tarja Preta / Fafá
3. Dragão
4. Na Maior Alegria
5. Partiu Partindo
6. Uirapuru
7. Mão na Luva
8. Uma Raiz, uma Flor
9. Poema de Maria Rosa
10. Hortelã
11. Tempestade
12. Medo da Briga

Web do Fino Coletivo

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Nereu (2005 - Sambapower)

Conhecido como o fundador do Trio Mocotó, Nereu São José multiplica o samba. Sua música pertence ao botequim e à boate, à malandragem e à sensualidade, à história e à arte, a todas as faces do Brasil. Samba Power segue os 40 anos de trajetória do artista, que é considerado um dos maiores ritmistas da música brasileira, e tenta desvendar toda a sensibilidade oculta sob a alegria e a energia dessa lenda da black music, com canções que vão do samba-rock ao pagode, passando por levadas bem 60´s e até ponto de umbanda. Confira!

1. Balança Menina (4:28)
2. Vem Sambar (4:11)
3. Ela Merece Um Samba (4:58)
4. Nega Manhosa (4:07)
5. Me Faz Cosquinha (4:51)
6. Mete O Pau No Couro (2:28)
7. Transformação (3:51)
8. Na Badalada Da Ave Maria (3:44)
9. Maria José (3:22)
10. Telefone Tocou (3:12)
11. Esta Saudade (3:38)
12. Choveu Choveu (3:55)
13. Feijoada Do Chilão (2:33)

Web do Nereu

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Banda Glória (2008 - Passarinho)

Formada em 1998, a Banda Glória é composta por 15 músicos que seguem inovando e fazendo um som único e elegante. Eles trazem ao palco arranjos sofisticados de sambas, chorinhos, xotes, foxes, marchinhas, baiões e maxixes. Composições primorosas da música popular brasileira, muitas delas esquecidas no tempo, são recuperadas e apresentadas em uma forma refinada e vibrante.

Quem vai ao show da Banda Glória não apenas aprecia a sutileza dos arranjos. O entusiasmo é transbordante e a “ofegante epidemia” da dança a todos contagia. A Banda Glória cria uma atmosfera completamente alegre e descontraída, lotando o salão com pessoas de todas as idades.

1. Tua- (4:42)
2. Turma Do Funil (3:16)
3. Lágrima Escondidaa (3:34)
4. Idas E Vindas (2:49)
5. Segura Ele (2:46)
6. Cachorro Vira-Lata (3:06)
7. Recenseamenton (3:07)
8. O Queredor (3:54)
9. Obrigado (5:21)
10. Feitio De Oração (4:00)
11. Juizo Finalz (3:48)
12. Sem Compromissoo (3:01)
13. Brincadeiran (2:45)
14. Passarinho (3:50)
15. Pirata Da Perna De Pau-Touradas Em Madri-Grau Dez- (4:42)

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Zumbira e os Palmares (2007 - Rock Samba)


A partir da mistura do rock com sambas brasileiros e algumas pitadas de rap e reggae, aliados à poesia romântica, mas também de forte crítica social, a banda Zumbira e os Palmares propõe um novo jeito de fazer música original e livre de preconceitos.
Nessa fusão de idéias, influências e gêneros musicais diferentes, encontra-se a essência da sonoridade da banda.
Formada em março de 2000 na Faculdade de Comunicação da UFRGS em Porto Alegre, a banda é composta por: Zumbira (guitarra, violão, voz, e composições), Andre Lucciano (bateria), Christian Badino (baixo), Guilherme Schwalm (guitarra e efeitos), Rodrigo de Castro (Muralha) (percussão e backing vocals), Rodrigo Susin (percussão e letras).
Com um CD DEMO lançado em 2001, chamado Rock + Samba + Psicodelia, e um single lançado no final de 2002 (Na Fragilidade do Olhar - música com grande execução nas rádios de Porto Alegre), a banda conquistou espaço no cenário musical da capital gaúcha.
Posteriormente em 2003 lançou novo single que outra vez foi muito bem recebido chamado Ainda Bem que eu Tenho a Nega, música muito executada nas rádios e festas de Porto Alegre.
Em 2005 a banda a banda lançou seu terceiro single intitulado Não Tem Choro que mistura disco, soul music e a malandragem brasileira numa música feita pra dançar e se divertir.
Em abril de 2007 a Zumbira e os Palmares lançam seu primeiro CD entitulado ROCKSAMBA, com lançamento feito no Bar Opinião , uma das maiores casas de shows de Porto Alegre, com publico estimado de 1500 pessoas, o CD é comercializado em todo o sul do pais com apoio das Lojas Multisom, CD esse esgotado nas lojas em menos de 3 meses, tambem foi lançado CD para paises como CUBA, Argentina e alguns paises da europa atraves de contato conseguidos atraves do advento da internet.
A Zumbira segue com Shows pela capital do Rio Grande do Sul e Interior, e atualmente produz 2 videoclipes , e pré produções para o proximo CD.

1. Não tem choro (3:25)
2. Despertador (5:24)
3. Deixar o tempo mostrar o caminho (3:25)
4. Na fragilidade do olhar (5:04)
5. Nada Mais (5:11)
6. Ciência da Persistência (3:04)
7. No puedo (4:42)
8. A moeda (4:41)
9. Ordens para seguir (3:32)
10. Pierrot de cinzas (4:37)
11. Ainda bem que eu tenho a Nêga (3:28)
12. Trovão chama os Orixás (4:12)
13. O bem de qualquer alguém (3:50)

Web do Zumbira


Júlia Says (2008 - EP)


O primeiro EP de Anthony Diego e Pauliño, a dupla que forma o Júlia Says, é um apanhado de cinco faixas onde os garotos discorrem sobre temas abstrados em letras que lembram poemas pós-modernistas. A sonoridade, que abusa de sintetizadores e efeitos eletrônicos, soa interessante na maior parte das canções. A robótica “Barulhos (Água)” mostra uma junção criativa entre os arranjos de percussão e a programação eletrônica. A instrumental “Aos Segredos Guardados Pelo Futuro” traz à tona o lado roqueiro da banda com as guitarras dando o tom da canção.

Com o lançamento do ‘mini álbum’, a banda, que se apresentou no último Rec Beat, e saiu de lá como uma revelação da cena indie local pretende garantir um lugar ao sol nos próximos festivais que irão rolar ao longo do ano pelo Brasil.

Fonte: Revista O Grito!

1 - Eis a Canção
2 - Ondas & Barcos (Indicando a Direção)
3 - Barulhos (Água)
4 - Mohamed Saksak
5 - Aos Segredos Guardados Pelo Futuro
Bônus: Salto Alto e Intro Mental

Web do Júlia Says

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domingo, 12 de abril de 2009

Jam da Silva (2009 - Dia Santo)


'Dia santo', o melhor disco do ano (Rodrigo Pinto, para O Globo)

Em um ano em que Adriana Calcanhotto, Lenine, Roberto & Caetano, Skank, Frejat, Gilberto Gil, Tom Zé lançaram discos, só pra citar alguns entre os mais conhecidos de nossa música, e novatos e menos conhecidos como, Wado, Os Outros e Momo chegaram com ótimos trabalhos, escolho o melhor disco do ano o de estréia do percussionista e compositor Jam da Silva.

Produzido por ele e Chico Neves, "Dia santo" é um trabalho que despreza datas e rótulos, pronto para o mercado universal da música boa. Jam monta letras e arranjos em camadas, aproveitando o que a edição não linear (ou seja, vc desloca blocos de música sem precisar fazer cópias, colocando-os onde quer em sua linha do tempo musical) trouxe de melhor para a produção contemporânea. Assim, soma sons que coleta nas ruas aos que grava em estúdio, sozinho ou acompanhado pelos muitos participantes no CD.

- É um disco que leva meu nome, mas o processo é bem coletivo - ressalva. - Estas pessoas são muito minhas amigas. Não premeditei nada, nem sabia no que ia dar. Estou envolvido com música sempre. E estas pessoas estariam em qualquer churrasco em minha casa no Rio - complementa, referindo-se a colaboradores como Alberto Continentino, Isaar, Junio Barreto, Marcos Lobato, Iky Castilho, Wysa e Simone Soul.

Aberto a múltiplas influências e referências, o disco passa longe da vulgaridade, do previsível, e tem assinatura inconfundível e inimitável.

- Acho legal ser aqui e de qualquer lugar. Logicamente, uso elementos de coco, frevo, forró, mas a raiz está por baixo da terra, e pode ser que não soe para algumas como música de raiz, mas é.

Para quem não conhece Jam, é preciso dizer que este pernambucano radicado (ou enraizado, por que não) no Rio foi gravado por divas como Marisa Monte e Roberta Sá, integrou a orquestra Santa Massa, que por tanto tempo acompanhou o brilhante DJ Dolores, acompanhou gente como a francesa Camille e a banda FURTO, compôs para o cinema... enfim, o cara tem estrada.

Em "Dia santo", desconsidera formatos convencionais da música pop, desmonta a canção brasileira tradicional, extrapola convenções rítmicas para criar novos clássicos, como a música que dá nome ao CD - com auxílio da também pernambucana Isaar em um ótimo registro, em tom apropriado a sua voz - e ainda "Samba devagar", "O pedido", "Mania", "Dub das cavernas"... Vai tudo maravilhosamente bem, da pista à rede na praia ou ao MPB Player plugado nos ouvidos.

Amigos de Jam têm comentado duas coisas: primeiro, o desejo irrepreensível de que ele não cometa o equívoco que muitos músicos que levam a vida acompanhando outros músicos cometem, o de não dar prioridade à realização dos próprios shows; segundo, a curiosidade sobre como o homem vai tocar essa orquestra de grandes novidades ao vivo. Enquanto não vêm os shows, contente-se em ter "Dia santo". Para mim, o melhor de 2008.

01. Agô
02. Mania
03. Dia Santo, com Isaar
04. Samba Devagar, com Soba
05. Música Branca
06. O Pedido, com Junio Barreto
07. Macumba
08. Dub das Cavernas, com Moussu T
09. Capoeirando
10. Congachic
11. Chuva de Areia

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Boas mudanças para o DNA!

Rapaziada, a DNA gostaria de agradecer a grande quantidade de acessos que o blog tem tido.

Estamos mudando e melhorando ele aos poucos. Essa semana mudamos o layout e pretendemos disponibilizar os discos via .torrent.

Dessa forma, poderemos postar mais e com muito mais velocidade. Assim, muito mais conteúdo, informações e música da boa estarão disponíveis para vocês.

Opniões são muito bem vindas!

Dúvidas sobre .torrent?
Download do programa UTorrent
Como usar o UTorrent

Lanlan e os Elaines (2005 - Com ela)


1. 100 xurumela (2:58)
2. bilhete (2:40)
3. broto (4:24)
4. ela me falou (4:18)
5. sorriso do lagarto (3:58)
6. amor destrambelhado (3:52)
7. seu benzinho (3:16)
8. novo mundo (3:55)
9. perdi tudo (1:26)
10. delaveraveraboom (3:27)
11. bicharada (4:11)
12. machucadinho (3:15)
13. é melhor (1:21)
14. com ela (3:42)
15. água de sabão (vinheta) (1:18)

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DJ 440 (2008 - Ao vivo na Tenda do Rec Beat Festival)

DO RECIFE: Música eletrônica a la nordeste

Depois da Devotos - acompanhada por Clemente Nascimento - quebrar tudo no último show de sábado, no palco do Recbeat, a balada mudou-se para a tenda eletrônica.

Mas a música eletrônica soou ao ritmo nacional. o DJ 440 mandou um set muito dançante, regional e experimental. "Esta noite vou fazer umas experiências, vou tocar kuduro", disse o pernambucano, que inseriu o pancadão africano num repertório de batidas quebradas e muita música nacional.

Tim Maia e Família 7 Velas foram alguns artistas que ganharam roupagens com altos bpms.

Por Nathalia Birkholz (Showlivre.com)

Web do DJ


Sambalogic Set
Download - 23:03min.
Kuduro Set
Download - 27:15min.


*dois trechos da apresentação do DJ 440 na Tenda Eletrônica do Rec Beat 2008

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Novos Baianos (1975 - Documentário)

"Em 1972, quando a gente vivia no sítio Cantinho do Vovô (na Estrada dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio), Solano Ribeiro ofereceu para uma emissora de TV alemã o projeto de um documentário sobre o grupo. Ele filmou nosso cotidiano, a gente fazendo música, jogando bola, cuidando das crianças. Isso só foi exibido lá, na época, com legendas em alemão" (Moraes Moreira)

O documentário tem apróx. 750mb e vale demais a pena o download. Para facilitar e agilizar o download, o documentário está sendo disponibilizado por torrent. (O que é torrent?)

Download via Torrent

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Bossacucanova (2008 - Ao vivo)

Este é um retrato dos 50 anos da Bossa Nova feito pela lente de três produtores cariocas, que há 10 anos formaram o Bossacucanova. Uma experiência musical com os mestres da Bossa Nova em estúdio e uma amizade genuína entre gerações de artistas que resultou numa mexida na base da bossa. Aqui todos contam a descoberta da batida original e consagram no palco e na intimidade de um apartamento, um gênero que surgiu misturando e ainda segue assim. O CD Bossacucanova ao Vivo com o show ao vivo no Canecão-RJ. Convidados especiais: Talma de Freitas, Marcos Valle, Ed Motha, Carlos Lyra, Leni Andrade, Talma de Freitas entre outros.

1. Eu Quero Um Samba
2. Maria Moita - com Carlos Lyra
3. Samba da Minha Terra
4. Essa Moça Tá Diferente - com Wilson Simoninha
5. Samba de Verão - com Marcos Valle
6. Águas de Março
7. Bom Dia Rio (Posto 6) - com Jaques Morelenbaum
8. Garota de Ipanema - com Ed Motta e Roberto Menescal
9. Telefone - com Roberto Menescal e Leo Gandelman
10. Balanço Zona Sul - com Wilson Simoninha
11. Minha Menina
12. Influência do Jazz - com Carlos Lyra, Pedro Luis e Leo Gandelman
13. O Barquinho - com Roberto Menescal e Fernanda Takai
14. Nasci Para Bailar - com João Donato e Leo Gandelman

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Palhas e Pulhas (2009 - Barbeiro e o Palhaço)

Em meados de 2006, Andrei Furlan, vocalista e saxofonista da banda MPP de Ribeirão Preto, começou a compor músicas e resolveu convidar três grandes amigos para montar sua banda. Conversou com o guitarrista Palinha, que já tocava com ele, e os dois chegaram a uma conclusão: “Já temos metade da banda!”. Então convidaram o baterista Enio José, e o baixista Beto Braz, pois além de terem realizados alguns trabalhos juntos, eram grandes amigos. Assim surgiu o Palhas & Pulhas, que faz uma mistura de sons que nem seus próprios integrantes sabem ao certo definir. E como diria Fernando Nunes, ex baixista da Cássia Eller e atual baixista do Zeca Baleiro, “Vocês fazem som do estilo Heavy – Bossa!”. Atualmente trabalham na finalização de seu primeiro CD “O Barbeiro e o Palhaço”, um trabalho independente, com lançamento previsto para março de 2009. Tocam em bares e festas de sua região, e já abriram shows de alguns artistas consagrados como Zé Ramalho.

1. Um Jogador (3:41)
2. Muitas Vezes Eu lhe Disse (4:20)
3. O Barbeiro e o Palhaço (4:04)
4. Panos e Olhos (4:58)
5. Tela Azul (4:13)
6. Seguir, enfrente (2:54)
7. Panorama (3:53)
8. Julho (4:00)
9. Catedrais do Eu (3:57)
10. Leia (3:11)
11. A Bala e o Grito (3:37)
12. Antes do Fim (4:52)

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Orquestra Brasileira de Música Jamaicana (2008 - EP)

A DNA - DISCOTECA NACIONAL tem o prazer de apresentar-lhes a "Orquestra Brasileira de Musica Jamaicana", idealizada pelo músico e produtor Sérgio Soffiatti e o trompetista Felippe Pipeta, em 2005 e só colocada em prática agora em 2008. A idéia inicial era tocar música jamaicana de raiz, ska, rocksteady e early reggae, mas logo veio a idéia de tocar clássicos da música brasileira nesses estilos.

Esse é na verdade o primeiro projeto da OBMJ, que pode trazer surpresas no decorrer da sua existência. Aproveitamos o cinqüentenário da Bossa Nova pra incluir no repertório vários clássicos como "Águas de Março", "Barquinho", "Samba de Verão", "Garota de Ipanema" misturada ao Clássico "Ghost Town", entre outras. O jazz presente nas harmonias e improvisos faz com que a execução dessas composições nos ritmos de ska e reggae aconteça com muita naturalidade.

Mesmo com esse set de Música Brasileira, a orquestra não deixa de apresentar já sua primeira composição original, entitulada "Ska Around the Nation". Um tema que remete ao ska dos anos 60 com improvisos de quase todos os músicos. Muitas outras composições virão para permearem o show da Orquestra que promete colocar todo mundo pra dançar.
Em breve, estaremos com a formacao completa da banda, que já conta com Ruben Marley no trombone, Marcelo Cotarelli no trompete e flugel, Fernando Bastos no sax tenor e flauta e Igor Thomaz no sax barítono e alto, Mau Sapão na bateria, além de Pipeta no trompete e flugel e Sérgio Soffiatti nas guitarras e vocais.

OBMJ é INCRÍVEL! O BARULHO VALE A PENA E DNA RECOMENDA!

1. O Guarani (3:42)
2. Ska Around the Nation (5:11)
3. Ticotico no Fuba (4:12)
4. Barquinho/Summer Samba (4:05)
5. Carinhoso (3:56)
6. Águas de Março (3:02)
7. Águas Dub (2:56)

Myspace da Orquestra

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CéU (2007 - Remixed EP)

Maria do Céu Whitaker Poças, ou simplesmente CéU (com C e U maiúsculos), como se apresenta, é uma cantora e compositora brasileira de música popular, natural de São Paulo (capital).Iniciou a carreira artística em 2002. Seu trabalho traz influências tanto de música originalmente brasileira (particularmente o samba), como de hip hop, afrobeat, jazz, R&B etc. Ela já afirmou em entrevista que não rejeita o rótulo de MPB, mas considera que ele já ficou limitado:

"O rótulo da MPB ficou limitado. Ele é bem abrangente, afinal é música popular brasileira. E me considero isso. Quando vou fazer um som, me alimento do que gosto e, como muitos outros da minha geração, me alimento não só de coisas específicas. Gostamos de ouvir música da Jamaica, agora estou escutando música etíope. Não penso que [tipo de] música estou fazendo. Simplesmente faço um som."

1. Roda (Bombay Dub Orchestra's Grateful Dub Radio Mix) (5:00)
2. Malemolencia (1000Grau Martins Remix) (4:20)
3. Rainha (ZAMAN 8's Cadence Remix) (4:58)
4. Lenda (Eidetaker Encanto Mix) (4:48)
5. Malemolencia (Instituto Remix) (2:57)
6. Roda (Bombay Dub Orchestra's Grateful Dub Mix) (Full Version) (8:56)
7. Rainha (Mark de Clive Lowe Remix) (4:38)

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Mariana Aydar (2006 - Kavita 1)

A paulista Mariana Aydar é uma das mais fortes apostas da nova safra de cantoras que despontaram nos últimos tempos no cenário musical brasileiro. Sua trajetória musical teve início em 2000 e de lá para cá, já dividiu o palco com Seu Jorge, Elba Ramalho, Dominguinhos, Arnaldo Antunes, Toni Garrido, Samuel Rosa, Daniela Mercury e João Donato, entre outros. Depois de estudar por mais de quatro anos no Brasil e em Boston (Berklee Scholl of Music), Mariana partiu para Paris em 2004 onde ficou por um ano. Lá conheceu Seu Jorge, que a convidou para abrir seus shows na turnê realizada na Europa. Em 2006, ela lançou este disco solo.

01- MInha Missão
02- Na Gangorra
03- Prainha
04- Zé do Caroço
05- Menino das Laranjas
06- Vento no Canavial
07- Deixa o Verão
08- Festança
09- Candomblé
10- Onde Está Você
11- Maior é Deus

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Azymuth - (2006 - Roda Piao Remixes)


Azymuth é um trio brasileiro de diversas influências. Pensar na MPB dos anos 70 (e começo dos 80) sem lembrar do grupo niteroiense Azymuth é um erro histórico. O trio formado por José Roberto Bertrami (teclados), Alex Malheiros (baixo) e Ivan Conti, o Mamão (bateria) participou de quase tudo o que vale a pena ser citado daquela época - quase todos os álbuns da Philips (hoje Universal) dos anos 70 os tinham como músicos de estúdio. Eles estiveram em movimentos como a jovem guarda, a bossa-nova, o soul nacional (figuraram em álbuns de Trio Ternura, Tony Tornado, Tim Maia, Hyldon), o rock brasileiro dos anos anos 70 (idem com discos de Raul Seixas, Rita Lee e Erasmo Carlos), além de deixar sua marca em trilhas de novelas. Sua sonoridade - calcada em teclados antigos e batidas que unem soul, jazz, samba e rock - acabou sendo largamente usada em trilhas sonoras, novelas, filmes, etc. Mas ainda hoje, o Azymuth é mais reconhecido lá fora do que aqui no Brasil, com direito a edições especiais por selos gringos, que não saem nunca por aqui.

Atualmente cultuados em Londres, onde o sucesso de "Jazz Carnival" na época do Disco, invadiu as pistas de dança das discotecas inglesas e faz com que DJ'S mixem e remixem os hits tão admirados por eles.

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sábado, 4 de abril de 2009

Kátia B (2003 - Só deixo meu coração na mão de quem pode)

Música brasileira com toques eletrônicos é hoje quase um clichê. No final de 1999, porém, quando a cantora, compositora, atriz e bailarina Katia Bronstein lançou seu primeiro CD, 'Katia B', música brasileira com toques eletrônicos era apenas bem-vinda estranheza. Quase quatro anos depois daquela aliciante fusão de bossa nova, trip hop e música oriental, Katia reaparece com um segundo CD, 'Só deixo meu coração na mão de quem pode'. Nele, as brechas antevistas no século passado são alargadas em novas e estimulantes direções por uma cantora ainda mais segura de seu poder expressivo.

Talvez o fato de boa parte do álbum lançado agora pela gravadora MCD ter sido gravado enquanto Katia estava grávida de Vicente, seu filho com João Barone, baterista dos Paralamas do Sucesso, tenha dado ao trabalho (de parto) aquela beleza sadia que costumamos associar às mulheres barrigudas. As sessões produzidas por Plínio Profeta, Marcos Cunha, Sacha Amback, Marcos Suzano e BiD, com co-produção da própria Katia, ocorreram em meia-dúzia de estúdios, inclusive o "da Madame". Isso mesmo: o estúdio caseiro dela e de Barone onde Antoine Midani também fez a mixagem das nove faixas oficiais. O clima caseiro, contudo, não resultou em algo amador.

E não porque todos os envolvidos não tenham se amarrado no projeto – a ponto de a profusão de produtores, parceiros, músicos e estúdios ter resultado em rara coesão estética – e sim porque 'Só deixo meu coração na mão de quem pode' alcança um nível que, na falta de melhor palavra no nosso vocabulário colonizado, chamaríamos de "internacional". Tanto que a MCD vai buscar plataformas de lançamento para o CD no exterior. Cabe lembrar que a gravadora é a mesma que lançou no Brasil os discos de Mitar Subotic, o saudoso Suba, produtor iugoslavo radicado e morto num incêndio em São Paulo, em 1999. Cabe lembrar que foi Suba quem mixou – e fotografou! – 'Katia B'.

A parceria Katia-Suba reaparece no novo disco em dois momentos. Primeiro, em "Are you sleeping?", triangulação com BiD. A música foi composta em cima de uma base inacabada, deixada pelo iugoslavo com o colega produtor. A faixa se desdobra em duas: numa, quem toca piano é ninguém mais ninguém menos que o maestro Egberto Gismonti; noutra, bônus, a única mixada por BiD e LUNA, é o próprio Suba. Em ambas, entretanto, o clima sensual é mantido. Cantando, e bem, em inglês, Katia valsa sobre a bela melodia e as mansas batidas eletrônicas. A segunda aparição da parceria se dá em "Segredo", que a cantora havia gravado no hoje célebre CD 'São Paulo confessions', de Suba, lançado em outubro de 1999, um mês antes da morte do produtor. O arranjo umbandista aqui é novo.

Há ainda parcerias de Katia com, entre outros, Fausto Fawcett (autor e voz convidada na classuda 'Só deixo meu coração na mão de quem pode', também de Marcos Cunha e Plínio Profeta, faixa que destaca os violões de Rodrigo Campello), Pedro Luís (na relaxante "Outra estação", com Cunha) e Dé (na bossa bilíngüe "One more shot", que conta com canja de Supla no vocal). Há um momento no qual Katia atua só como intérprete: o poderoso reggae "Tanto faz para o amor", de Quito Ribeiro e Lucas Santtana, que participa na voz e na guitarra. Entre os músicos, vale destacar a presença do papai João Barone e dos guitarristas Gustavo Corsi e JR Tostoi, habituais colaboradores "da Madame". Tostoi é co-autor de "Descontrole" (com Marcello H) e de "Último a saber" (com Suely Mesquita).

"Madame", apelido carinhoso, dado pelos parceiros mais antigos, ressalta a elegância e a autoridade de Katia Bronstein, qualidades que são ouvidas em todo o decorrer de 'Só deixo meu coração na mão de quem pode'. O título, aliás, deixa claro: o coração dela – bem como a alma, a voz, o suingue – busca um refinamento incomum no mercado.

1. so deixo meu coracao na mao de quem pode (4:06)
2. descontrole (4:04)
3. tanto faz para o amor (5:18)
4. outra estação (4:52)
5. are you sleeping? (4:32)
6. segredo (4:29)
7. parece mentira (3:38)
8. última a saber (3:23)
9. one more shot (3:42)
10. are you sleeping? (bonus) (5:23)

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