sexta-feira, 19 de março de 2010

Maquinado - (2010 - Mundialmente Anonimo - O Magnetico Sangramento da Existencia)

É notável a evolução de Homem Binário (2007) para esse segundo trabalho, em grande parte influenciado pelo papa do suingue, Jorge Ben Jor. Se o primeiro era mais "eletrônico", mais disco de produtor, neste o som é mais "orgânico", e o guitarrista dá mais vazão ao instrumento no qual é um dos melhores de sua geração. "No outro, a guitarra era só mais um elemento. Este é superorgânico, apesar de ter as bases montadas de forma eletrônica, no caso da bateria, mas não significa que o som seja artificial", diz Maia. "Fora isso o resto foi tudo gravado de maneira tradicional."

Com maior liberdade de criação, ele também tomou conta de tudo desta vez. "No primeiro, fiz questão que as participações especiais fizessem parte da autoria da música. Aqui não: fiz tudo sozinho e a maior parte fiz com a guitarra." Maia está mais solto até nos vocais, embora reafirme que não é nem pretende ser cantor, usa a voz apenas como um complemento na maior parte das faixas. Em Tropeços Tropicais ele deixa a função para Lourdez da Luz, do Mamelo Sound System.

Maquinado vai além da colagem rock-samba/samba-rock, entrelaçando o que já era misturado com hip hop, dub e outras batidas, nitidamente influenciado por Jorge Ben Jor. "Ele é o nosso Jimi Hendrix. É o monolito principal pra mim", diz Maia, que colocou como faixa inicial a clássica Zumbi e usou sample de Charles, Anjo 45 em Girando com o Sol. Zumbi seguida de Dandara (dele) é homenagem dupla ao casal-símbolo da negritude brasileira, menos valorizado do que merece.

Fonte: Estadão

terça-feira, 16 de março de 2010

Sandália de Prata (2009 - Samba Pesado)

Samba rock, Partido alto, Soul e Gafieira. Esses são os principais ingredientes da sonoridades da banda Sandália de Prata, formada em 2003. Ully Costa (voz) , Sandro Lima (violão e guitarra) Carlinhos “Creck” (baixo) Paulinho Sorriso (bateria), Dado Tristão (teclados), Tito Amorim (percussão), João Lenhari (trompete), Jorge Neto (trombone) e Marcelo Fernandes (sax) há 7 anos têm sacudido pistas de dança Brasil a fora com um sambalanço irresistível.

A trajetória da Sandália de Prata é despretensiosa, mas perseverante. Ully, Sandro e Creck já tocavam juntos profissionalmente há alguns anos e tinham um desejo em comum: fazer um show de samba rock composto por clássicos do gênero. A oportunidade para que eles colocassem essa ideia em prática surgiu em 2002 quando souberam que o dono de uma casa noturna da cidade de Campinas estava à procura de uma banda que tocasse esse estilo musical. O trio não pestanejou, criou repertório, convidou o amigo e baterista Paulinho Sorriso para integrar o projeto e abraçou a empreitada.

A apresentação agradou ao público presente e o que era para ser só mais um show, para matar aquela vontade de tocar o tal do samba-rock, transformou-se numa temporada de sucesso e casa cheia.

Em 2003, após um ano de apresentações contínuas, Sandro, Paulinho, Creck e Ully começaram a sentir necessidade de incrementar o repertório com novas composições e com canções que tivessem arranjos mais complexos. Decidiram então convidar mais músicos para integrar a banda e naquele momento nasceu oficialmente o Sandália de Prata com a formação que persiste até hoje.

Três anos depois, em 2006, a Sandália de Prata lançou seu primeiro disco, homônimo, composto por 5 faixas autorais, parcerias de Ully com outros compositores como Luciana Simões, Ale Muniz e Marquinhos Dikuã . Após o lançamento do disco, o grupo viajou por diversas cidades brasileiras, dividiu palco com outras bandas do gênero, realizou temporadas de shows e já começou a pensar no novo CD.

Em 2009 a Sandália de Prata lançou o álbum “Samba Pesado”, com produção e arranjos da própria banda, no qual a cantora Ully Costa arrebata a todos, não apenas com sua bela voz , mas também com novas composições como “Dida” e “Zumbi” nas quais elas repete as bem sucedidas parcerias do primeiro disco.

O disco conta ainda com a participação do guitarreiro e sumidade no samba-rock, Luis Vagner, que cedeu uma composição inédita para o grupo. “Samba Pesado” conta ainda com músicas de jovens compositores entre eles Vinicius Calderoni, Anderson Vaz e Robson Capela.

É humanamente impossível ficar parado nas apresentações da Sandália de Prata. A fluência e o entrosamento da banda somados ao carisma e presença de palco de Ully garantem o suingue e a diversão fazendo com que cada apresentação seja única. Além das canções autorais, o grupo também interpreta músicas de Jorge Ben Jor, Gilberto Gil, João Bosco & Aldir Blanc, Adil Monteiro, Itamar Assumpção, Bebeto, entre outros.

A Sandália de Prata é a realização do sonho de músicos que nasceram e cresceram no Capão Redondo, extremo da zona sul da cidade de São Paulo - bairro conhecido pela vulnerabilidade social e pela violência, mas que assim como os demais bairros da periferia também produz cultura da melhor qualidade.

Em 2009 a banda realizou mais um sonho: dividiu o palco com Elza Soares, cantora que faz parte da história da música popular brasileira. Em fevereiro de 2010 eles convidaram o lendário Jair Rodrigues para mais uma apresentação cheia de suingue

terça-feira, 9 de março de 2010

[DNA apoia] BAILE TANGOLOMANGO / Recife

Nesse primeiro baile do ano, vamos de brega e samba-rock, para desopilar dos solavancos do carnaval.

FARINGES DA PAIXÃO
SONORA SAMBA GROOVE (PB)
DJ 440

Sábado, dia 20 de Março
1º andar do BURBURINHO Bar e Comedoria
a partir das 23hs.

Entrada: R$ 15 / R$ 12 na lista amiga até meia-noite (limitada a 100 pessoas).
Formas de pagamento: Dinheiro ou no Cartão VISA (débito).

Mais informações sobre a festa e atrações, visite:
http://festatangolomango.blogspot.com/

Twitter: @tangolomango

terça-feira, 2 de março de 2010

Zé Cafofinho e Suas Correntes (2005 - Um pe na meia, outro de fora)

UM PÉ NA MEIA, OUTRO DE FORA.

H á cerca de dez anos ele participa ativamente da cena musical pernambucana. Estreou à frente da banda Songo, como compositor, vocalista e instrumentista, e integra hoje projetos paralelos como a Variant, uma releitura de ska, e Versos, vialejos e quebranguladas, do tocador de realejo Gaspar Andrade. Agora, o compositor, cantor e multiinstrumentista Tiago Andrade, 29 anos, apresenta seu novo trabalho: Zé Cafofinho - um pé na meia, outro de fora (independente), o primeiro disco-solo de sua carreira. 

Zé Cafofinho, apelido dado pelo eterno parceiro Rapha B. (baterista da Variant e da Bonsucesso Samba Clube), é o nome artístico adotado por ele desde o ano passado e resume um pouco do espírito do novo CD; do próprio artista. O codinome, na verdade, vem para batizar a nova fase de sua trajetória: mais amadurecida; tanto na criação de suas composições, que permeiam todas as faixas deste disco, quanto na qualidade inventiva de arranjador e instrumentista que tem na rabeca, na viola de arco e no bandolim seus principais recursos de expressão.

São 13 músicas, a maioria com letras e melodias do próprio Zé Cafofinho. O disco dispensa rotulações, e reflete a própria trajetória do músico. Tem um pouquinho de cada fase, sem ser necessariamente nenhuma delas: vai do balanço do samba de gafieira ao "jazz de churrascaria", do ska ao sambinha de mesa de bar. Tudo isso incrementado pelo som melódico da viola de arco e do bandolim. O resultado dessa composição dá identidade ao disco, permeando tanto letras que remetem à boemia, à malandragem e à cachaça, quanto ao amor, à lembrança e às paisagens do morro da periferia.

O CD traz parcerias com músicos pernambucanos como Bactéria (Mundo Livre e Variant), China (Del Rey), João Carlos (Orquestra Sinfônica do Recife), Hugo Gila (Variant e Academia da Berlinda) e integrantes da Mombojó (Chiquinho e Marcelo Machado), com os quais Zé Cafofinho convive faz tempo. Há ainda participações de nomes como Pupilo (Nação Zumbi), que assina mixagem e bateria de algumas músicas, e Berna Vieira (Bonsucesso Samba Clube e Estúdio Batuka), responsável pela gravação e mixagem de algumas faixas.

Completam o time os músicos Cláudio Negão (sete cordas e baixo), que já tocou com gente como Elza Soares, Seu Jorge e Antônio Carlos Nóbrega e integra o Sexteto Capibaribe, do maestro Marcos César; Felipe Gomes (banjo e cavaco), do Sexteto Capibaribe, que já dividiu o palco com a sambista Tereza Cristina e a pianista Ana Fridman; e Márcio Oliveira (trompete), da Orquestra Popular do Recife, do maestro Ademir Araújo, e do Coral Edgar Morais. O trio foi não só responsável por ajudar a conceber os arranjos desse disco, como integram a banda que acompanha Zé Cafofinho. O grupo conta ainda com Márcio Silva (bateria) e Gustavo Joe (sintetizador). 

Graveola e o lixo polifonico (2010 - Um e Meio)


UM E MEIO:
Coletânea bootleg
caravana holiday de férias

O novo meio disco do graveola. Uma coletânea de estranhezas, grandes sucessos, ruídos enervantes, todos preparados com dedicação durante as férias.

Site do Graveola